Taxa de juros chega a 12,75% e atinge o maior patamar em cinco anos

a taxa básica de juros do país, a Selic, voltou a subir mais um ponto nesta quarta-feira (4)

Em mais uma tentativa de barrar a escalada da inflação, a taxa básica de juros do país, a Selic, voltou a subir mais um ponto nesta quarta-feira (4). O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, decidiu elevar o percentual de 11,75% para 12,75% ao ano no fim desta tarde.

Com isso, os juros básicos atingiram o maior patamar desde fevereiro de 2017, quando a taxa estava em 13%. É a décima alta consecutiva neste ciclo de aperto monetário, que começou em março de 2021, com a Selic na mínima histórica de 2%, acumulando 10,75 pontos de ajuste.

Nesta quarta, o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, também elevou a taxa básica de juros, para o intervalo entre 0,75% e 1%, uma alta de 0,5 ponto percentual, justificando o salto da inflação no país. O Fed não fazia um aumento dessa magnitude desde maio de 2000.

O Copom afirmou que a decisão tem o objetivo de conter a inflação, atualmente a caminho de fechar 2022 acima do teto da meta pelo segundo ano consecutivo.

“O ambiente externo seguiu se deteriorando. As pressões inflacionárias decorrentes da pandemia se intensificaram com problemas de oferta advindos da nova onda de Covid-19 na China e da guerra na Ucrânia. A reprecificação da política monetária nos países avançados eleva a incerteza e gera volatilidade adicional, particularmente nos países emergentes”, afirma a nota do Copom.

Assim, a elevação da taxa de juros funciona como o instrumento de política monetária mais utilizado para reduzir os preços. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento pelas famílias.

Após a decisão desta quarta, as expectativas do mercado financeiro apontam ainda para uma última alta de 0,5 ponto percentual da Selic no encontro de junho, para o patamar de 13,25% ao ano. Em nota, o próprio comitê afirma a necessidade de novo ajuste, mas menor que o desta última reunião. “Para a próxima reunião, o Comitê antevê como provável uma extensão do ciclo com um ajuste de menor magnitude”, disse.

Há, no entanto, instituições que já avaliam a possibilidade de os juros saltarem a 14,25% ao ano até dezembro, conforme as perspectivas apresentadas pelos analistas financeiros ao BC. O patamar das previsões mais pessimistas foi visto pela última vez em outubro de 2016, após vigorar por mais de um ano.

Fonte: Portal R7